Wednesday, May 23, 2007

Raspanete de Mãe


Passou um documentário muito interessante na RTP : “Portugal um retrato social”. Num dos programas falaram da juventude portuguesa e da sua relação com os pais.

E mais uma vez, como já vem sendo hábito falar sempre que se fala de filhos, se ouvem depoimentos de professores e pessoas que trabalham com crianças, sobre a falta de atenção que estes sofrem por parte dos pais, demasiado envolvidos nos seus trabalhos para lhes darem atenção.

Já sabemos que é difícil gerir tantas requisições da nossa vida, blá blá blá. No entanto hoje, também é muito mais fácil optar-se por não ter filhos. Mas parece que essa opção é vista com mais preconceito ainda do que deixar os putos dias a fios sem verem os pais.

Querer ter tudo é mais que válido, mas este é um trabalho do qual não se pode desistir a meio.

Ser mãe/pai, é um compromisso (ainda mais importante, imaginem!) que aquele que se assume no dia que aceitamos um novo emprego: temos de dar o nosso melhor. E não é porque alguém pode ficar com o nosso lugar ou porque temos contas para pagar. É porque NÃO HÁ quem tome o nosso lugar.

Ser mãe/pai deve ser o único trabalho onde não somos substituíveis...

2 comments:

Anonymous said...

Olá mamã,
não há mesmo quem tome o nosso lugar, mas isso sou eu que falo enquanto mãe, porque enquanto professora...acredita que há por aí muito boa mãe, que não dá atenção aos filhos apenas por desleixo, é triste mas é mesmo verdade. Lá está, ainda se tivesse a desculpa do trabalho...
A carência afectiva nas crianças é cada vez mais uma realidade, estou com algumas todos os dias...
"A bem dizer" Parabéns pelo blog, Beijinhos D.

Calais Pedro Family said...

E viva a uma Mae a tempo inteiro durante 4 meses e depois mais 3! Yeah! So far, so good!